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A Skål Internacional SP reuniu associados e convidados para debater o NDC


Danillo Barbizan, Delta; Gervasio Tanabe, Abracorp; Tadeu Cunha, BeFly; Karina Fioranelli, Sabre; Alexandre Motta, Tour House Corporativo e Walter Teixeira

A Skål Internacional SP reuniu, no último dia 17 de maio, associados e convidados para debater o NDC – New Distribution Capability. Trata-se de um conjunto de novos padrões de comunicação técnica para distribuição de conteúdo de companhias aéreas, lançado pela IATA.


A funcionalidade e a acessibilidade do programa têm provocado discussões. Há dúvidas quanto à promessa de aprimorar a capacidade de comunicação entre companhias aéreas e agentes de viagens, intermediários, provedores de TI ou mesmo não membro da IATA.


O debate foi conduzido pelo skålega Gervasio Tanabe, presidente executivo da Abracorp. E contou com a participação de Alexandre Motta, CEO da Tour House Corporativo, Karina Fioranelli, diretora comercial Sabre Brasil, Danillo Barbizan, gerente de Vendas da Delta no Brasil e Tadeu Cunha, CTO da BeFly.


“Os últimos tempos criaram novos hábitos socioeconômicos, nova rotina de trabalho e de consumo digital. Dentro dessa dinâmica, há uma nova forma de consumir viagens digitalmente. E no ambiente digital, o conteúdo passa a ser chave”, assegura Gervasio Tanabe.


O executivo acrescenta que “o NDC é a grande novidade do setor de turismo. Por meio desse instrumento, as aéreas conseguem controlar o que, por quanto, quando e para quem quer distribuir. Mas o NDC ainda patina quanto à experiência do cliente”.


Um dos convidados, Tadeu Cunha, da BeFly, lembrou que, “quando começaram a falar de NDC lá atrás, a notícia era boa, porque a intenção era reduzir custos a partir da unificação da ‘linguagem’ da distribuição. Porém, não há como desenvolver tecnologia sem custo, que nesse momento, está maior”.


Para Alexandre Motta, da Tour House Corporativo, “eu acredito que, em algum momento, deveremos passar esse custo operacional pra frente, refletindo na cobrança das TMCs para o cliente final. Em curto espaço de tempo, a precificação das TMCs precisará melhorar”.


Karina Fioranelli, da Sabre, entende que “estar pronto significa poder vender. É conseguir experimentar o NDC de verdade. Ainda vai levar muito tempo para todos estarem prontos e todos estarem no mesmo padrão do NDC. E talvez esse momento nem chegue”.


Segundo Danillo Barbizan, “a Delta tem uma visão muito clara quanto ao NDC e muito fiel à nossa estratégia a partir da distribuição B2B. O NDC não está pronto porque não oferece uma experiência completa ponto a ponto. Ainda não conseguimos ver com clareza a experiência do NDC. E é por isso que a Delta tem um pé atrás com o novo padrão”.


Por outro lado, Karina Fioranelli lembra que “a ideia do NDC é promover uma experiência de compra simples e baseada no nosso perfil de consumo. O desafio da NDC é colocar tudo em uma experiência como a da Amazon. Desafio é agregar, normalizar e escalar”.


Já Tadeu Cunha argumenta que “a ideia é interessante, mas além de todo o processo, é preciso que todos tenham a mesma ferramenta. É uma tecnologia que nos faz debater preço e não o que podemos fazer de bom com essa ferramenta”.


Danillo Barbizan, gerente de vendas da Delta no Brasil, diz que “NDC é o que esperamos do futuro. Se eu desenvolvo hoje um NDC que só fala comigo, como eu vou falar com os meus parceiros de codeshare? Eu tenho de mirar daqui a cinco ou seis anos como o NDC vai contemplar todas as minhas parcerias. O fato é que o NDC poderia ter sido uma revolução, mas vai ser uma evolução. Não tem volta, ele vai ficar. Mas vai levar tempo”.


Ao final dos debates, Walter Teixeira, presidente da Associação Mundial dos Profissionais de Viagens e Turismo – Skål Internacional São Paulo, convidou os mais de 60 participantes para um coquetel seguido de jantar realizado no hotel Mercure Times Square; agradeceu a participação de todos e destacou o apoio do Sabre Brasil e da TMC Copastur.


Durante o jantar três novos skålegas receberam o pin e certificado de filiação à Skål International, nascida há mais de 87 anos, que congrega cerca de 13 mil associados, em mais de 100 países. Entidade possui assento na OMT – Organização Mundial do Turismo, com foco na valorização do setor como estratégico para o desenvolvimento sustentável.

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